29 de jul de 2009


http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1232323-15605,00-CLARA+NUNES+VIVE+NA+MEMORIA+DE+INTERNAUTAS+E+EM+NOVAS+VOZES+DA+MPB.html

Clara Nunes vive na memória de internautas e em novas vozes da MPB
Estilo da ‘Guerreira’, que já gravou muitos clipes para o Fantástico, é lembrado no repertório de cantoras da nova geração
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Clara Nunes ainda vive. Está na lembrança de seus inúmeros fãs espalhados pelo Brasil afora. É o caso de Leonardo, de Presidente Venceslau (SP), que rememorou a cantora num e-mail enviado à redação do Fantástico. O pedido é mais que justo, já que a artista participou da história do programa ao gravar muitos videoclipes no Show da Vida. Todos registraram a carreira curta, porém marcante, dessa artista que tinha um repertório memorável. Entre as aparições de Clara no Show da Vida, estão interpretações de “Morena de Angola”, “O mar serenou”, “Coisa da antiga” e “Portela na Avenida”, entre outros. Envie sua sugestão para o “Emplacou”Ouça grandes sucessos de Clara Nunes na Globo RádioPara muitos, Clara levou ao pé da letra dois versos por ela gravados: “Vou morar no infinito / E virar constelação”. E seu estilo único, 26 anos depois de sua prematura morte, ainda reverbera na MPB, em uma nova geração de estrelas que mantêm o estilo de samba entoado pela lendária “Guerreira”. Fabiana Cozza é um exemplo. Paulista de 33 anos, ela deu uma releitura ao clássico “Nação”, faixa-título do último disco de Clara Nunes, lançado em 1982. Os versos de Paulo Emílio, Aldir Blanc e João Bosco muito revelam o legado de Clara ao aproximar o batuque do samba de sua raiz religiosa: o candomblé e a umbanda, louvados pela cantora. Passadas mais de duas décadas, Fabiana Cozza dá um novo tom a “Nação”, desta vez ao ritmo de samba-enredo, com direito à bateria. “Praticamente cresci dentro de quadra de escola. Aprendi muito de samba ouvindo uma bateria. E a minha versão de ‘Nação’ ficou acelerada para mostrar a força que essa canção tem na sua letra por mencionar orixás guerreiros. A gravação original é mais bucólica”, comentou Fabiana Cozza, que guarda muitas lembranças de Clara. “Eu ouvia muito os discos dela. Era uma mulher muito bonita. Sua dança era leve, tinha um canto feliz. A sensação era de visualizar a Clara cantando com um sorriso no rosto”, comentou Fabiana. Ela confessa que adoraria regravar outro clássico da cantora: “Forças da natureza”, composta por Paulo César Pinheiro e Maurício Tapajós. “A Clara era ela própria uma força da natureza. Ela festejava os invisíveis, que são os orixás, os santos africanos. Para mim, Clara era uma manifestação religiosa que cantava a voz negra”, acredita.

O estilo Clara Nunes de se apresentar em público – com vestidos brancos, saia rodada ao vento e a cabeleira solta, ornada com muitas flores – é muito lembrado toda vez que Mariene de Castro sobe ao palco. Afinal, a cantora de 30 anos faz jus ao berço que nasceu: é baiana, mais precisamente de Salvador – terra do Gantois e da Lavagem do Bonfim. Mariene, no entanto, faz questão de frisar: qualquer semelhança não passa de mera coincidência. Mesmo assim, há quem diga que a comparação é inevitável. “Muitos me diziam que eu parecia com Clara, mas nem a ouvia tanto assim. Aos poucos procurei entender por que falavam tanto isso. Passei a pesquisar sua história para conhecer mais e hoje acho natural. Eu gosto de branco, de roupas de renda, e uso flores para ficar mais gracioso. Elas me trazem ternura”, comenta Mariene, que se orgulha de lembrar Clara Nunes, mesmo de forma não-intencional. “É o melhor dos sentimentos. Era um ser de luz, e eu só tenho a agradecer por isso. Apesar de ser mineira, ela mostrou ter muita ‘baianidade’. Mas tenho a consciência de que não é uma imitação ou uma coisa tendenciosa”, ressalta Mariene, que já cantou músicas do repertório de Clara, como “Coisa da antiga” e “Guerreira”. Em seu mais novo CD, “Santo de casa”, com previsão de lançamento para agosto, Mariene de Castro prepara uma nova versão de “Ê, baiana”, mas sua música preferida mesmo é outra: “Conto de areia”. “Ela me traz saudades, de um tempo que eu não vivi. Tem um cheiro de Bahia antiga, com coisas de Dorival Caymmi e Jorge Amado”, conta. Ponte Rio-Minas Se Mariene de Castro não guarda qualquer semelhança física com Clara Nunes, o mesmo não se pode dizer de Aline Calixto, 26 anos, outra revelação da MPB. Seus traços impressionam por lembrar os da cantora. Mas o destino ainda lhe reservou outra fina ironia: Aline nasceu no Rio, mas foi criada desde pequena em Minas Gerais, terra natal de Clara. Conheça as vozes de Fabiana Cozza, Mariene de Castro e Aline Calixto na Globo Rádio“Sem dúvida alguma, ela foi uma das maiores vozes que esse país já conheceu. Ela passa em seu canto a verdade. Consigo compreender e me sentir tocada com a sua obra. Sem sombra de dúvidas, o samba não seria hoje o que é se não tivesse existido Clara Nunes”, comenta Aline. Em seu CD de estreia, ela mostra a força do gênero e diz que Clara é uma de suas referências. “Ela divulgou em seu vasto repertório de samba grandes compositores, muitos inclusive desconhecidos do grande público. Clara foi a primeira a gravar Roque Ferreira e deslanchou vários sucessos compostos por Toninho Nascimento. Ambos os compositores estão no meu CD”, afirma.

Um comentário:

leonardo disse...

o ,leonardo que foi citado nessa materia sou eu
me chamo leonardo da paz sou de presidente venceslau e a alguns dias eu mandei um email pra-o fantastico solicitanto videos de clara
ja que ela e minha guia espiritual
sarava

HOMENAGENS!

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