domingo, 15 de novembro de 2009

Área destruída pelas chuvas, Tinguá foi 'cantada' por Clara Nunes.
Registro inédito é descoberto

Vagner Fernandes 12/11/2009 15:16

Recebi recentemente uma preciosidade da ex-jogadora de basquete do Botafogo e da Seleção Brasileira, Neuci Ramos da Silva. É o registro da gravação de Clara Nunes defendendo uma canção chamada 'Tinguá ' (em homenagem à bela reserva biológica da Baixada Fluminense), que nos últimos dias tem sofrido em decorrência das fortes chuvas.
A gravação foi realizada no II Festival Fluminense da Canção Popular, em 1968, em Niterói, no Estádio Caio Martins e encontrava-se inédita. Agora, após 41 anos, foi descoberta pela Neuci, autora da música, que mexendo em seus arquivos encontrou o registro. Durante a pesquisa para o livro 'Clara Nunes: guerreira da utopia', biografia da artista de minha autoria, ela havia comentado comigo sobre o episódio. Finalmente, achou a fita e me deu de presente. É um primor! Vou encaminhar ao prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias. Tinguá é uma área pertencente a Nova Iguaçu e passa por maus bocados devido às enxurradas que provocaram três mortes.
Que no futuro, a bela canção seja adotada como hino da região. Ouçam acima que beleza:

http://www.sidneyrezende.com/blog/vagnerfernandes

segunda-feira, 26 de outubro de 2009







quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Clara Nunes é DVD de ouro!

Lançado há nove meses, o Dvd que reúne os musicais de Clara Nunes para a TV Globo é um dos mais vendidos da EMI, a primeira e única gravadora da cantora mineira de Caetanópolis, que morreu em 1983 em decorrência de um choque anafilático.

De acordo com a EMI, as vendas já ultrapassam a marca das 28 mil cópias comercializadas. Hoje em dia, artistas abocanham Dvd de Ouro com 25 mil vendidos. Pouco? Mas não é mesmo! Em um mercado no qual a pirataria se tornou banalidade é um feito e tanto para nossos cantores atingirem tais números.

Grandes nomes da MPB não chegam lá. Tem gente do primeiro time que sai com módicos 10 mil Cd's e/ou Dvd's de tiragem em época de lançamento de trabalho. Mais adiante, nos deparamos com o álbum sendo vendido a R$ 9,90 nas Lojas Americanas.

Mesmo após 26 anos de morte, Clara continua a encabeçar o ranking das estrelas da MPB que mais movimentam a indústria fonográfica. Os números desse primeiro Dvd póstumo mostram que ela está mais viva do que nunca.

Texto: Vagner Fernandes

Fonte:
1) http://www.sidneyrezende.com/blog/vagnerfernandes/
2) http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=4066461&tid=5384789997403510173&na=4

domingo, 20 de setembro de 2009



OLÁ AMIGOS E VISITANTES DO ESPAÇO DEDICADO A MAIOR CANTORA BRASILEIRA,




EM PASSEIOS NO YOU TUBE ENCONTREI ESTA RARIDADE DE NOSSO QUERIDO JOÃO NOGUEIRA PRESTEM ATENÇÃO NO VIDEO, TEM UMA AGRADAVEL SURPRESA .




TAMBÉM CREIO QUE ESTÁ SERÁ MINHA ÚLTIMA POSTAGEM DO MÊS DE SETEMBRO, ESTOU ENTRANDO NA ÚLTIMA SEMANA DE GESTAÇÃO DA MINHA CLARINHA E POR ESTE MOTIVO DEVO DEIXAR O BLOG AOS CUIDADOS DO MEU AMIGO E SÓCIO IVALDO, SEI QUE ESTÁ EM BOAS MÃOS ATÉ O MEU RETORNO, TENHAM TODOS UMA BOA SEMANA , UM BOM RESTINHO DE MÊS E DESEJO Á TODOS MUITA CLARIDADE, CONTINUEM NOS VISITANDO!!!!

ABRAÇOS

ANINHA VIEIRA



















João Nogueira no Clube do Samba - Súplica


video

domingo, 30 de agosto de 2009

Músico bajeense marca presença no festival Clara Nunes
A cidade mineira de Caetanópolis realizou, de 2 a 16 de agosto, o 4º Festival Cultural Clara Nunes, em homenagem à cantora, filha ilustre daquela terra.

ADMIRAÇÃO: cantora carioca Alcine, Castello e Maria


A iniciativa foi da Secretaria Municipal de Cultura em parceria com o Instituto Clara Nunes, com apoio do governo de Minas Gerais. O evento apresenta oficinas, exposições, vídeos educativos, filmes, shows e peças teatrais. Uma das programações em destaque é o Festival da Canção de Caetanópolis, que nesta edição contou com a participação de um único gaúcho, o músico bajeense João Castello.Considerada uma das maiores intérpretes de samba do país, Clara Nunes faria 66 anos este mês. Apaixonado pela música popular brasileira, o professor, compositor, cantor e intérprete, de 48 anos, tem se dedicado a pesquisar esse gênero.Seu primeiro trabalho foi gravado em 2005 e agora ele está centrado na produção de um novo CD. Como cantor e compositor, seu foco musical são os fenômenos da natureza a espiritualidade, além do estilo MPB e do nativismo. Foi por apreciar a história de vida e o trabalho musical de Clara Nunes que Castello chegou ao festival. Pesquisando sobre ela, o músico resolveu inscrever duas composições no festival em parceria com o compositor bajeense Otávio Martins. As duas canções “Cantiga de infância” e “Dono do barco”, foram selecionadas entre as 30 melhores de 800 inscritas, e depois ficou entre as 15 finalistas do evento.A volta da MPBCastello explica que o festival em homenagem à cantora fomenta a volta da música popular brasileira às baladas, já que o gênero está desaparecido da mídia. “Estão fazendo um grande esforço para que a MPB volte a ser valorizada”, salientou.Durante a participação no festival, o bajeense conta que fez importantes contatos profissionais com o sobrinho da cantora, Márcio Guima, a irmã dela, Maria, e ainda o produtor e radialista Adelzon Alves, que projetou Clara Nunes para o Brasil e o mundo.Maria é uma das responsáveis por manter vivo o patrimônio cultural e o movimento Clara Nunes. Como um grande conhecedor da história da cantora, Castello menciona que depois de Carmem Miranda, Clara surgiu como um novo elemento feminino importante para a música do país. “Ela incorporou personagens que satisfaziam a carência cultural das religiões afro nos anos 70”, recorda. Ele acrescenta que a cantora despertou os movimentos políticos como as Diretas Já, fazendo uma atuação revolucionária por meio da sua música.Projetos futurosA ideia de Castello é fazer com que outros artistas da cidade participem da próxima edição desse festival e de outros eventos musicais. A participação em Minas serviu de vitrine para o trabalho do bajeense que recebeu convites para outras atuações profissionais.

DIVULGAÇÃO



PARTICIPAÇÃO: Castello, Guima e Alves

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A Luta pelo Memorial Clara Nunes !
Transcrevemos com exclusividade a matéria do Jornal Estado de Minas
desta quinta-feira,27/08/2009, da jornalista Alessandra Mello.


Foto:Beto Novaes/EM/D.A Press

O legado de Clara
Alessandra Mello

Acervo de Clara Nunes é guardado em pequena casa em Caetanópolis,
no interior de Minas.
Família luta por patrocínios que permitam a abertura de memorial dedicado à cantora
O acervo de cerca de 6 mil itens – vestidos, discos, centenas de fotos, troféus, colares e balangandãs – que pertenceram a uma das maiores cantoras do Brasil está guardado, há anos, num pequeno cômodo em Caetanópolis, à espera de patrocínio para se transformar em memorial. Foi naquela pequena cidade, a 96 quilômetros de Belo Horizonte, que nasceu, há 67 anos, Clara Francisca Gonçalves Pinheiro, ou simplesmente Clara Nunes. Morta precocemente em 1983, vítima de complicações causadas por uma cirurgia de varizes, a Guerreira tem sua história intimamente ligada à terra natal. Antiga Cedro, ex-distrito de Paraopeba, a cidade abriga, sob a guarda de Maria Gonçalves da Silva, a Mariquita, irmã mais velha de Clara, um legado valioso da vida da cantora. Também está ali um capítulo importante da história da música popular e da cultura afro-brasileira.
Há duas décadas, a primogênita luta para preservar esse tesouro e abri-lo à visitação pública, mas o caminho não tem sido fácil. Pela quinta vez, o Instituto Clara Nunes, criado pela família, busca patrocínio por meio das leis de incentivo à cultura. Todas as tentativas fracassaram. Familiares da cantora aguardam, ansiosamente, o anúncio dos projetos aprovados pelo Fundo Estadual de Cultura, que vai destinar R$ 8 milhões ao interior de Minas Gerais.
Se tudo der certo, os R$ 200 mil solicitados serão investidos na adequação da casa que vai abrigar o memorial. O imóvel foi doado por um sobrinho da artista, Sued Gonçalves, que mora em Sete Lagoas.

Foto:Beto Novaes/EM/D.A Press

Maria Gonçalves da Silva, a Mariquita, toma conta de objetos e da creche batizada com o nome da irmã famosa

Creche

A batalha, agora, é para concluir a catalogação e montar a infraestrutura necessária para transferir as peças para a casa, em frente à creche para crianças carentes batizada com o nome da cantora. Fundada por Mariquita, ela cumpre o sonho de Clara: ser mãe. A catalogação e a restauração do acervo foram feitas com a ajuda da historiadora Sílvia Brugger, professora da Universidade Federal de São João del-Rei, que estudou a vida e a obra da mineira. “Por meio do projeto de pesquisa, tomei conhecimento da magnitude do acervo de Clara. Quando começamos o levantamento, ninguém sabia ao certo o valor e a dimensão dele.
Catalogamos tudo, montamos o banco de dados com informações sobre todos os itens e o estado de conservação deles, além de sua descrição e contextualização histórica. Mas ainda não foi possível concluir o trabalho”, lamenta a historiadora. Parte foi financiada com verbas de projetos de pesquisa e com dinheiro do bolso dos envolvidos. Segundo Sílvia, os destaques da coleção são os vestidos longos, colares e as pulseiras – marca registrada de Clara.
Também há roteiros de espetáculos; fotos dela com personalidades, como o príncipe Charles, e de viagens; imagens católicas e guias, testemunhas da ligação da cantora com os cultos afro-brasileiros. “Clara não era a única, mas foi uma das pioneiras na valorização da cultura popular, da mestiçagem e das raízes afro-brasileiras. Ao longo da carreira, ela gravou pontos de congada, cirandas, puxadas de rede, jongos e forró. Não era apenas uma grande sambista”, destaca Sílvia, prestes a ganhar mais uma filha, que vai se chamar Clara. “A Sílvia contaminou toda a universidade com sua paixão pela obra da Clara. Sem o apoio dela, tudo ainda estaria guardado”, comenta Mariquita, lembrando os quase 10 anos que a coleção passou na fazenda de uma amiga da família. Logo depois da morte da intérprete, o marido dela, o compositor Paulo César Pinheiro, despachou tudo para Paraopeba.
O material ficara no Teatro Clara Nunes, no Rio de Janeiro, montado pela artista. Na época, a Prefeitura de Paraopeba não se interessou pelo acervo e o entregou a Mariquita.

Foto:Beto Novaes/EM/D.A Press

Turismo


A expectativa é de que a abertura do memorial impulsione o turismo em Caetanópolis e dê fôlego ao Festival de Cultura Clara Nunes, cuja quarta edição foi realizada este mês. O evento teve o apoio do prefeito Romário Vicente Alves Ferreira (PSDB), de comerciantes e de empresários da cidade. O festival é sempre marcado para agosto, perto do dia 12, data de nascimento da artista. Este ano, a festa contou com a participação especial da Velha Guarda da Portela, escola do coração de Clara Nunes, cujo nome batiza a rua onde fica o barracão da agremiação.
Em Caetanópolis estão as fantasias e os adornos azuis-e-brancos com que a irmã desfilava. Empenhado na viabilização do memorial, o músico Márcio Guima, sobrinho da cantora, reforça que o maior objetivo da família é aproximar Clara do público. “Fizemos um projeto modesto. Captaremos recursos só para acondicionar o que está guardado e para abrir o acervo à visitação. Estamos otimistas em relação à verba do fundo para o interior. Se não der, não sei como será, pois não é fácil conservar tudo isso”, diz ele. “Só Deus, eu e as funcionárias da creche sabemos como é difícil manter isso aqui”, conclui Mariquita.


fonte: http://claranunesvozdeouro.blogspot.com/
E
jornal Estado De Minas

CONFIRA OUTRAS POSTAGENS

CONFIRA OUTRAS POSTAGENS

CLARA NUNES, MEU SONHO CRISTALINO!

MINHA HOMENAGEM Á CLARIDADE

Série Carnaval: Bambas da Orgia e Clara Nunes